Altman pede desculpas por OpenAI não alertar polícia sobre suspeita de tiroteio

Na sexta-feira (24), o site canadense Tumbler Ridgelines publicou uma carta aberta com pedido de desculpas assinada pelo fundador e CEO da OpenAI, Sam Altman, em relação a um massacre a tiros que aconteceu na cidade, em fevereiro.
A carta, datada de 23 de abril, é endereçada à comunidade de Tumbler Ridge, no Canadá, onde Jesse Van Rootselaar, de 18 anos, matou oito pessoas e depois tirou a própria vida em 10 de fevereiro. Van Rootselaar era usuária do ChatGPT, e sua primeira conta foi suspensa em junho de 2025 depois que a plataforma detectou conteúdo que aparentava ser “um indício de potencial violência no mundo real”.
Com isso, ela foi banida da plataforma. A conduta, porém, não foi denunciada às autoridades. Pouco depois, a jovem conseguiu criar uma segunda conta no ChatGPT que só foi descoberta após do ataque.
“Quando conversei com o prefeito [Darryl] Krakowka e com o premiê [David] Eby sobre essa tragédia, eles transmitiram a raiva, a tristeza e a preocupação que estão sendo sentidas em toda Tumbler Ridge. Concordamos que um pedido público de desculpas era necessário, mas que também era preciso dar tempo para respeitar a comunidade durante o luto. Compartilho esta carta com o entendimento de que cada pessoa vive o luto à sua maneira e no seu tempo”, escreveu.
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Altman diz estar “profundamente arrependido” de a OpenAI não ter alertado as autoridades quando a conta do ChatGPT foi banida em junho, e continua: “Embora eu saiba que palavras nunca serão suficientes, acredito que um pedido de desculpas é necessário para reconhecer o dano e a perda irreversível que a sua comunidade sofreu”.
Por fim, o executivo reafirma um compromisso de trabalhar com todos os níveis de governo e buscar maneiras de “garantir que algo assim nunca mais aconteça”, escreveu.
O pedido de desculpas vem dias depois de a Procuradoria Geral da Flórida anunciar uma investigação sobre a OpenAI e o ChatGPT após um massacre a tiros na Universidade Estadual da Flórida em abril de 2025.
Segundo informações divulgadas pelo gabinete do procurador do estado James Uthmeier, o estudante Phoenix Ikner trocou mensagens com o ChatGPT antes de abrir fogo contra várias pessoas no campus da Universidade Estadual da Flórida, onde deixou dois mortos e seis feridos. Em comunicado, Uthmeier afirmou que: “se o ChatGPT fosse uma pessoa, estaria enfrentando acusações de assassinato”. Contudo, as autoridades não divulgaram detalhes das mensagens trocadas entre o atirador e o ChatGPT.
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