Atirador de evento com Trump é indiciado por tentativa de assassinato

Cole Tomas Allen foi indiciado por tentativa de homicídio nesta segunda-feira (27). Ele foi detido ao entrar armado no evento de correspondentes da Casa Branca, do qual participava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último sábado (25).
Allen, de 31 anos, também foi indiciado por transporte interestadual de arma de fogo ou munição e disparo de arma de fogo durante um crime violento.
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Um suspeito armado foi impedido pelo Serviço Secreto antes que pudesse entrar no salão de baile lotado do hotel onde Trump e muitas outras autoridades importantes estavam reunidas para o jantar anual
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“Foi um pouco culpa minha. Queria ver o que estava acontecendo e não estava facilitando para eles (Serviço Secreto). Estava cercado por pessoas ótimas e provavelmente as fiz agir um pouco mais devagar”, declarou Trump
A promotora de Justiça do caso pediu que Allen seja preso sem direito a fiança. “Ele tentou assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump… um crime de terrorismo”, argumentou.
Allen ainda não respondeu às alegações. Sentado à mesa da defesa, ladeado por agentes federais, Allen disse que responderia a todas as perguntas com sinceridade e que tinha mestrado em ciência da computação.
Ele continua detido, e o juiz Matthew Sharbaugh marcou uma audiência preliminar para a tarde desta segunda-feira e uma audiência sobre a detenção para quinta-feira (30).
Antes da ação, Allen deixou um manifesto com membros da família referindo-se a si mesmo como o ‘Assassino Federal Amigável’ e discutindo planos para atingir altos funcionários do governo Trump, que estavam presentes no salão de baile do hotel.
Esquema de segurança
Allen portava uma pistola, uma espingarda e uma faca. Ele passou correndo pelo controle de segurança do evento no Washington Hilton Hotel em direção ao salão de baile onde o presidente e outras autoridades estavam, mas foi detido antes de chegar ao local.
Um agente do Serviço Secreto foi baleado, mas não ficou gravemente ferido, segundo Trump, graças ao colete à prova de balas que usava.
Trump e o vice-presidente JD Vance foram retirados do salão de baile quando tiros foram ouvidos do lado de fora.
O presidente elogiou a atuação do Serviço Secreto, mas o caso levantou questionamentos a respeito da segurança do evento. Jornalistas que participavam do jantar reportaram que para entrar no local bastava apresentar o convite e que não havia nenhum tipo de barreira de segurança do lado de fora, apenas um detector de metais já dentro do hotel, próximo ao salão.
Allen reservou um quarto no hotel Washington Hilton, onde o jantar foi realizado, e viajou da Califórnia, onde mora, para Washington de trem, segundo as autoridades.
*Com informações de Estadão Conteúdo.
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