Bitcoin como garantia: startup transforma criptomoedas em linha de crédito

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Bitcoin como garantia: startup transforma criptomoedas em linha de crédito

Quem tem Bitcoin (BTC) e precisa de liquidez, mas não quer desfazer sua posição, agora tem uma nova saída no Brasil. A Fenynx, startup de infraestrutura financeira especializada em crédito, firmou uma parceria com a Foxbit para lançar uma modalidade de empréstimo com garantia em criptoativos. O cliente deposita o Bitcoin como colateral, recebe o crédito em reais, dólar ou stablecoins – como USDC e USDT – e mantém exposição à eventual valorização do ativo durante todo o período do contrato.

Como em outras modalidades de empréstimo, o criptoativo é usado para reduzir os juros do contrato. A operação é estruturada com base em mecanismos de controle de risco via LTV (Loan-to-Value, que mede a relação entre o valor do empréstimo e do ativo usado como colateral). 

A custódia dos ativos fica sob responsabilidade da Foxbit, enquanto a Fenynx gerencia a operação de crédito, integrando fontes de funding reguladas — como FIDCs, securitizadoras e tokenizadoras — com redes de distribuição formadas por escritórios de investimento e plataformas de banking as a service. Os recursos são liberados via Pix, dólar ou stablecoins.

“A Fenynx nasce como a infraestrutura que faltava para conectar o mercado cripto ao sistema de crédito. Com a Foxbit, conseguimos oferecer um crédito com Bitcoin em garantia de forma estruturada, segura e regulada”, diz Lucas Montanini, CEO e fundador da Fenynx

As taxas anunciadas partem de 1,40% ao mês. Para os sócios, o modelo também abre uma janela para pessoas jurídicas: o empresário que detém Bitcoin na pessoa física pode utilizá-lo como garantia de crédito operado pelo seu CNPJ, sem vender o ativo ou perder a exposição ao mercado.

A startup não opera como banco nem como corretora. Ela atua como uma camada tecnológica B2B – um elo que conecta custódia, capital e canais de distribuição. Quem emite e responde pela conformidade regulatória são as instituições parceiras da rede.

Um mercado em aberto

Globalmente, o crédito lastreado em criptoativos já movimenta mais de US$ 60 bilhões, segundo a Fenynx. No Brasil, o segmento ainda está em estágio inicial – e é exatamente nessa lacuna que a companhia aposta sua tese de crescimento. A empresa projeta alcançar uma carteira de R$ 50 milhões em doze meses, focando inicialmente em investidores com posições relevantes em Bitcoin que buscam alternativas de liquidez sem liquidar seus portfólios.

“Ao permitir acesso a crédito a partir de ativos digitais já existentes, o modelo amplia as formas de participação no sistema financeiro, especialmente para quem não quer ou não pode liquidar seu patrimônio”, afirma Ricardo Dantas, CEO da Foxbit. 

Para a Foxbit, a parceria representa a expansão de seu ecossistema cripto para além da negociação de ativos. Ao exercer a custódia dos colaterais, a corretora se insere em uma cadeia financeira mais ampla, conectando o universo digital ao crédito tradicional.

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