Clonazepam: como atua o remédio que causou dependência em Bárbara Evans

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Clonazepam: como atua o remédio que causou dependência em Bárbara Evans

A modelo e atriz Bárbara Evans usou suas redes sociais para “abrir algo muito pessoal”, como ela mesma escreveu, e contar sobre seu vício e dependência no clonazepam, medicamento utilizado no tratamento de insônia e ansiedade.

“Eu não consigo dormir, quer dizer, eu não conseguia dormir sem o clonazepam, que é o mais forte de todos. Isso já tem mais ou menos uns cinco ou seis anos. Eu não sabia que ele fazia tão mal a longo prazo”, revelou.

Segundo a artista, ela toma o medicamento há mais de cinco anos e está em processo de desintoxicação com acompanhamento psiquiátrico. “Não é fácil, tem dias bons e dias difíceis, mas é libertador”.

A estratégia foi substituir o medicamento por gominhas de canabidiol (CBD) para dormir. “Então, no começo, eu tomava um comprimido inteiro de Clonazepam para dormir. Agora eu estou tomando um quarto, apenas um quarto”.

Entretanto, ela teve uma recaída recente. Segundo ela, não conseguia dormir por conta da ansiedade com uma viagem de trabalho que faria e voltou a tomar meio comprimido.

Como atua o clonazepam?

Segundo informações do Einstein Hospital Israelita, o clonazepam “é um medicamento ansiolítico que atua no sistema nervoso central e promove um efeito tranquilizante, sedativo e relaxante. Ele pertence à classe dos benzodiazepínicos e age sobre um produto químico cerebral chamado ácido gama-aminobutírico (GABA). Quando em concentrações desequilibradas, pode estar associado a convulsões ou distúrbios psicológicos”.

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O estudo foi publicado na revista científica Clinical Gastroenterology and Hepatology

Ele é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar crianças e adultos diagnosticados com epilepsia, tanto em episódios isolados quanto nos casos crônicos.

Entretanto, pode ser indicado, somente em adultos, nos cuidados de quadros mentais, como: ansiedade, síndrome do pânico, fobia social, transtorno afetivo bipolar, mania, depressão, psicose e síndrome das pernas inquietas.

Comercializado como comprimido ou suspensão oral, o clonazepam é considerado no Brasil como um remédio controlado de tarja preta. Ou seja, além de ser vendido apenas com a apresentação de uma receita médica, ele ainda pode oferecer riscos graves à saúde, caso seja utilizado de maneira diferente do que prescrito.

Tomar o medicamento por mais tempo do que necessário ou com dosagem errada pode, por exemplo, causar dependência, overdose e até mesmo morte.

Efeitos colaterais

Usuários do clonazepam podem manifestar alguns efeitos colaterais durante o tratamento. Entre eles:

Sonolência;

Tontura;

Dificuldade de memória;

Aumento da saliva;

Dor muscular ou articular;

Micção frequente.

Mais raramente, é possível que alguns efeitos adversos mais graves apareçam. Eles incluem:

Mudanças no desejo ou capacidade sexual;

Problemas de coordenação;

Visão turva;

Respiração fraca ou superficial;

Mudanças de humor ou comportamento;

Confusão;

Paranoia;

Alucinações;

Pensamentos de suicídio ou de se machucar.

“Pesquisem, conversem com o médico de vocês. Quem toma sem médico tem que ter alguém, um psiquiatra, enfim”, disse Evans no vídeo publicado em suas redes sociais.

Veja o vídeo a seguir:

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