Com Selic em 14,50%, quanto R$ 1 milhão rende em CDB, Tesouro e poupança?

A Selic caiu na quarta-feira (29) para 14,50% ao ano, taxa em patamar ainda historicamente elevado, o que mantém os retornos da renda fixa atrativos para investidores com capital expressivo.
Para mostrar o impacto concreto, o InfoMoney simulou quanto rende R$ 1 milhão nas principais aplicações conservadoras ao longo de 12 meses, sem aportes adicionais e com a Selic estável no nível atual.
Leia tambémUBS calibra projeções após Copom, mas ainda vê real forte e janela em juros
Banco revisa ritmo do ciclo de afrouxamento para 25 pontos por reunião diante do petróleo alto, mas mantém real como principal aposta na América Latina e vê chance de queda do juro longo
Rendimento de R$ 1 milhão na renda fixa com Selic a 14,50% (12 meses)
LCI e LCA lideram, mas há um porém
A isenção de Imposto de Renda coloca as letras de crédito imobiliário e do agronegócio no topo do ranking para o prazo de 12 meses, com ganho líquido de R$124.525,00 e rentabilidade de 12,45%. Para aportes de R$1 milhão, porém, há uma restrição importante: o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) cobre apenas R$250 mil por CPF por instituição financeira.
Um investidor que concentre R$1 milhão em LCI ou LCA de um único emissor fica com R$750 mil fora da proteção do FGC em caso de intervenção ou liquidação do banco. A solução é distribuir o aporte entre pelo menos quatro instituições diferentes, respeitando o limite de cobertura em cada uma.
CDB e Tesouro Selic: rentabilidade bruta igual, líquida diferente
CDB e Tesouro Selic apresentam o mesmo valor bruto acumulado em 12 meses, de R$1.146.500,00, já que ambos remuneram à taxa Selic. A diferença aparece no líquido: o CDB entrega R$1.120.862,50, contra R$1.118.569,50 do Tesouro Selic, porque o título público ainda carrega a taxa de custódia da B3 de 0,2% ao ano.
Apesar disso, o Tesouro Selic tem a vantagem de não depender do FGC. Sua garantia é o próprio Tesouro Nacional, o que o torna o ativo de menor risco do sistema financeiro brasileiro, independentemente do valor aplicado.
Fundo DI e Tesouro Prefixado
O fundo DI aparece em quarto lugar, com ganho líquido de R$115.791,17. A diferença em relação ao CDB e ao Tesouro Selic reflete a taxa de administração do fundo, que consome parte da rentabilidade.
O Tesouro Prefixado, que trava a rentabilidade em 14% ao ano independentemente do que aconteça com a Selic, entrega R$ 113.220 de ganho líquido. Esse título é indicado para quem acredita que os juros vão cair mais do que o mercado precifica, pois uma queda da Selic abaixo de 14% valoriza a carteira do papel no mercado secundário.
Tesouro IPCA+ e poupança fecham a lista
O Tesouro IPCA+ aparece em penúltimo com rentabilidade líquida de 8,52% em 12 meses, o que reflete a inflação projetada para o período mais o spread do papel. O resultado parece modesto no curto prazo, mas o título tem a característica de preservar o poder de compra do investidor no longo prazo, independentemente do comportamento da inflação.
A poupança fecha a lista com ganho líquido de R$83.623,65 e rentabilidade de 8,36%, o pior resultado entre todas as opções analisadas, apesar de ser a aplicação mais popular do país.
Ponto de atenção
A simulação assume a Selic estável em 14,50% durante todo o período de 12 meses, o que não deve se confirmar caso o Banco Central promova novos cortes nos próximos trimestres conforme sinalizado pelo mercado. Novas reduções da taxa básica comprimiriam gradualmente os rendimentos das aplicações pós-fixadas, como CDB, Tesouro Selic e Fundo DI, sem afetar o Tesouro Prefixado, cuja taxa já está travada no momento da compra.
The post Com Selic em 14,50%, quanto R$ 1 milhão rende em CDB, Tesouro e poupança? appeared first on InfoMoney.