Durigan fala em ‘consenso’ sobre Desenrola 2

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta segunda-feira (27) que o programa de renegociação de dívidas, informalmente chamado de Desenrola 2.0, será levado nesta terça (28) para avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e repetiu que a expectativa é de que o pacote seja anunciado nesta semana. A declaração foi dada depois de reunião com executivos de alguns dos principais bancos do País.
Ele confirmou que haverá descontos de até 90% nas renegociações, assim como a possibilidade do uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação das dívidas. Durigan também afirmou que foram acertados com os bancos os prazos das dívidas a serem renegociadas, mas preferiu deixar os detalhes sobre o funcionamento do programa para depois da validação pelo presidente Lula.
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A reunião contou com a participação dos CEOs de Itaú Unibanco, Santander, BTG Pactual, Bradesco e Nu Pagamentos, além do presidente da Febraban, Isaac Sidney. “Eu diria que chegamos a um bom consenso técnico em todos os pontos, e estou pronto para levar ao presidente. Voltando para Brasília amanhã (hoje), falo com o presidente, para que o anúncio seja feito possivelmente ainda esta semana”, disse Durigan.
O público-alvo serão pessoas com dívidas em três modalidades de crédito: cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial, em que as taxas de juros, disse o ministro, variam entre 6% e 10% ao mês. “O governo está exigindo que haja uma taxa de juros muito menor do que a praticada nesses três segmentos”, disse Durigan. Haverá restrições, por exemplo, para a realização de apostas eletrônicas (bets) pelos beneficiários do programa. “A gente passou em revista todos os pontos do programa. A área técnica me acompanhou, trouxe a perspectiva, os bancos também.”
Como o Estadão mostrou, o endividamento recorde é agora uma das principais preocupações do presidente Lula, que busca sua reeleição. Em seu terceiro mandato, ele fez pelo menos 13 pronunciamentos estimulando o consumo das famílias ou a tomada de crédito para fazer “a roda da economia girar”. A preocupação de especialistas é de que o alívio no curto prazo possa alimentar novas dívidas.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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