Embraer (EMBJ3) renova recorde de pedidos no 1º tri e analistas reforçam otimismo

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Embraer (EMBJ3) renova recorde de pedidos no 1º tri e analistas reforçam otimismo

A Embraer (EMBJ3) divulgou sua carteira de pedidos atingiu US$ 32,1 bilhões, alta de 2% na comparação trimestral e de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando o sexto recorde histórico consecutivo. Por volta das 10h30, as ações da fabricante de aeronaves caíam 0,83%, cotadas a R$ 77,66.

Na avaliação da XP Investimentos, a Embraer apresentou resultados operacionais sólidos no primeiro trimestre, com os esforços de nivelamento da produção ajudando a compensar a sazonalidade.

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No geral, a corretora continua a ver a sólida carteira de pedidos da Embraer como um fator de mitigação de riscos, sustentando as entregas nos próximos anos, mesmo que novos pedidos diminuam no curto prazo em meio a um cenário macroeconômico instável.

Antes da divulgação dos resultados, a XP espera que o foco dos investidores se volte para a rentabilidade, com potencial de alta nas projeções atuais, caso as isenções tarifárias e a disciplina de custos sejam mantidas.

O Bradesco BBI também considerada a prévia operacional positiva, visto que, pelo sexto trimestre consecutivo, a empresa conseguiu registrar uma carteira de pedidos recorde, o que representa um importante fator de redução de risco para a tese, garantindo maior previsibilidade da receita.

Já o BTG destaca que o desempenho reforça a combinação de forte demanda, backlog robusto e melhora operacional, com impactos limitados do conflito no Oriente Médio.

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Segundo o JPMorgan, o destaque do trimestre foi o segmento de aviação comercial, com carteira de US$ 15 bilhões, avanço de 50% anual e 3% trimestral, impulsionado por 18 pedidos do modelo E195-E2 pela Finnair, incorporados ao backlog.

O JPMorgan avalia que o recorde reforça a trajetória de crescimento, embora parte desse movimento já esteja precificada. O banco aponta que as ações negociam a cerca de 0,37 vez EV/backlog (Valor da Firma sobre carteira de pedidos), acima da média histórica de 0,28 vez e da média dos últimos dois anos, de 0,33 vez. Em EV/EBITDA (Valor da Firma sobre EBITDA) estimado para 2026, a empresa está em 9,9 vezes, ante 45,0 vezes da Boeing, 10,8 vezes da Airbus e 12,7 vezes da Bombardier.

Na aviação comercial, a carteira corresponde a cerca de 5,9 anos de receita projetada para 2026. A família E2 soma 286 aeronaves, equivalente a 61% do total, sendo 31 E190-E2 e 255 E195-E2. Já a família E1 totaliza 184 jatos, todos E175, representando 39% da carteira. No total, o backlog soma 470 aeronaves, ante 459 no trimestre anterior. Houve dois cancelamentos de E190-E2 no período, possivelmente ligados à AirCastle.

Na aviação executiva, a carteira permaneceu estável em US$ 7,6 bilhões, equivalente a cerca de três anos de receita projetada para 2026. As opções somam US$ 5,3 bilhões, em linha com o trimestre anterior.

No segmento de defesa e segurança, o backlog foi de US$ 4,4 bilhões, alta de 5% anual e queda de 4% trimestral, equivalente a cerca de quatro anos de receita projetada. A carteira inclui 32 aeronaves C-390 e 27 Super Tucano. O trimestre teve entregas de um C-390 para Portugal e quatro Super Tucano para Portugal, Uruguai e um cliente não divulgado. Ainda não estão incluídos cerca de US$ 720 milhões em potenciais pedidos de C-390, além de opções adicionais que podem somar até US$ 2,3 bilhões. A Embraer também revelou novos clientes, como a Força Aérea do Uzbequistão para o C-390 e a Força Aérea das Filipinas para o Super Tucano.

O Bradesco BBI reiterou sua visão construtiva sobre a Embraer, com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 88,00 para o final de 2026, pois a empresa deve continuar apresentando um sólido ritmo de pedidos, impulsionado por potenciais novas encomendas de aeronaves comerciais e de defesa, bem como pela expansão de suas margens.

O JPMorgan manteve recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 109. A XP também reiterou recomendação de compra.

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