Mini-índice (WINM26) sofre queda forte; pressão vendedora segue?

Os contratos de mini-índice (WINM26) encerraram a última sessão (22/04) com forte queda de 2,11%, aos 196.135 pontos, em um movimento que reforça a entrada de fluxo vendedor após a recente tentativa de recuperação. O Ibovespa recuou com força e fechou aos 192.888 pontos, refletindo um pregão de maior aversão a risco no mercado local, mesmo com o cenário externo mais construtivo. No exterior, Wall Street avançou, sustentada pela extensão do cessar-fogo no Oriente Médio, enquanto o petróleo voltou a subir e permaneceu acima de US$ 100, mantendo o ambiente global ainda sensível à geopolítica.
No Brasil, o movimento foi pressionado principalmente pela forte queda dos bancos, que puxaram o índice para baixo, apesar da alta de Petrobras (PETR3; PETR4). Para o trader de mini-índice, o cenário indica continuidade da pressão vendedora no curto prazo, com aumento da volatilidade e dependência do fluxo externo e das commodities para definição de direção.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice apresentou forte movimento de baixa, encerrando a sessão abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça o domínio do fluxo vendedor no curto prazo.
Para continuidade da queda, será fundamental o rompimento da região de suporte em 196.120/195.660. Perdendo essa faixa, o ativo tende a acelerar as perdas em direção a 195.035/194.315, com projeção mais longa em 193.575/192.735.
Por outro lado, uma tentativa de recuperação dependerá da superação da resistência em 196.765/197.065. Caso rompa essa região, vejo espaço para repique até 197.530/198.590, com alvo mais longo em 199.820/200.785.
No gráfico diário, observo que o ativo formou um forte candle de baixa, passando a negociar entre as médias de 9 e 21 períodos, o que indica perda de força da tendência anterior e aumento do risco de continuidade corretiva. Para retomada da alta, será necessário superar a região de 200.785/203.835, com objetivo em 204.320/205.785.
Já a perda de 196.120/195.660 pode intensificar o movimento de baixa, com próximos suportes em 194.315/190.315. O IFR (14), em 51,98, recuou para região neutra, sinalizando perda de momentum comprador.
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WINM26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice também registrou forte movimento negativo, passando a operar abaixo das médias de 9 e 21 períodos, o que reforça o viés baixista no curto prazo.
Para continuidade da queda, será necessário romper novamente a faixa de suporte em 196.120/195.660. Se perder essa região, o ativo pode buscar 194.319/193.575, com alvos mais longos em 191.160/190.315.
Por outro lado, a retomada do fluxo comprador exige a superação da resistência em 197.120/198.745. Acima dessa faixa, o índice pode avançar até 200.785/201.765, com projeções mais longas em 202.975/203.835.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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