Quando ninguém queria, eles compraram — e acertaram em cheio

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Quando ninguém queria, eles compraram — e acertaram em cheio

A Eneva (ENEV3), hoje uma das maiores empresas do setor elétrico brasileiro, já esteve à beira da falência — e foi exatamente nesse momento que se tornou uma oportunidade valiosa para quem teve coragem de entrar. A avaliação é de Rafael Fritsch, sócio e gestor de investimentos da Root Capital.

A empresa, então chamada MPX e controlada pelo empresário Eike Batista, quebrou depois que os custos de construção de uma usina termelétrica explodiram muito além do previsto. Um banco internacional que detinha dívidas da companhia quis sair da posição.

Foi aí que entrou a Root Capital. Fritsch contou a história no programa Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo. Na ocasião, a gestora comprou os papéis da MPX por cerca de 30% do valor original.

O raciocínio era direto — a usina estava quase pronta e tinha contratos garantidos com o sistema elétrico nacional. Melhor ainda: o valor do negócio cobria mais do que o dobro da dívida total. Era risco calculado, com margem folgada.

A virada

No plano de recuperação, metade da dívida foi convertida em ações da empresa. Quem comprou os papéis a 30% do valor original recebeu de volta 50% em dívida restante — e ainda ficou com ações que se valorizaram à medida que a empresa foi se recuperando.

“Em menos de dois anos, a empresa saiu da recuperação judicial”, lembrou Fritsch. O resultado fala por si: hoje, a Eneva é referência no setor elétrico, e seus títulos de dívida integram até a carteira conservadora de crédito da própria Root Capital.

Concentração como diferencial

A estratégia da Root Capital foge do convencional. A gestora prefere estruturar as próprias operações, sem dividir espaço com outros fundos.

“Se a gente ganhar ou perder dinheiro, só a gente vai ganhar ou perder”

— Rafael Fritsch, sócio e CIO da Root Capital.

Para o gestor, essa concentração permite uma análise mais aprofundada dos negócios — e evita que o fundo repita os erros cometidos pela concorrência em casos como Americanas (AMER3), Light (LIGT3) e Braskem (BRKM5).

Fritsch vê 2026 como o ano em que essa abordagem pode entregar os melhores resultados — para quem tiver disciplina para escolher bem e coragem para agir onde outros recuam.

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