Regulador do Reino Unido investiga Telegram por suspeitas de abuso sexual infantil

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Regulador do Reino Unido investiga Telegram por suspeitas de abuso sexual infantil

LONDRES, 21 Abr (Reuters) – A Ofcom, agência ⁠reguladora das comunicações do Reino Unido, abriu uma ⁠investigação nesta terça-feira sobre o aplicativo de mensagens Telegram, após indícios ‌sugerirem que material de abuso sexual infantil estava sendo compartilhado na plataforma.

A investigação faz parte dos esforços do Reino Unido para coibir a exposição ‌de crianças a conteúdos prejudiciais na internet sem que haja responsabilização clara. Embora a Lei de Segurança Online de 2023 do país tenha estabelecido normas mais rigorosas para plataformas de mídia social como Facebook, YouTube e TikTok, o primeiro-ministro Keir Starmer quer que elas avancem ainda mais.

O governo tem ⁠feito ‌consultas sobre uma possível proibição de mídias sociais para crianças menores de ⁠16 anos, e Starmer se reuniu na semana passada com executivos de empresas de mídias sociais, onde pediu que assumissem mais responsabilidade.

A Ofcom disse que recebeu provas do Centro Canadense de Proteção à Criança sobre a suposta presença e compartilhamento de material de abuso sexual ​infantil no Telegram e que realizou sua própria avaliação da plataforma.

‘À luz disso, decidimos abrir uma investigação para examinar se o Telegram ​falhou, ou está falhando, em cumprir suas obrigações em relação ao conteúdo ilegal’, disse a Ofcom em um comunicado.

O Telegram disse que negou ‘categoricamente’ as acusações da Ofcom, acrescentando que, desde 2018, havia ‘praticamente eliminado’ a disseminação pública de material de abuso sexual infantil em sua plataforma por meio ‌de algoritmos de detecção.

‘Estamos surpresos com essa investigação ​e preocupados que ela possa ser parte de um ataque mais amplo às plataformas online que defendem a liberdade de expressão e o direito à privacidade’, disse a empresa com ⁠sede em Dubai em ​um comunicado.

O Telegram ​foi multado em fevereiro pelo órgão regulador de segurança online da Austrália por demorar a responder ⁠perguntas sobre as medidas tomadas para evitar ​a disseminação de abuso infantil e material extremista violento.

A Ofcom do Reino Unido disse na terça-feira que também havia aberto investigações sobre o Teen Chat e ​o Chat Avenue para verificar se essas plataformas estavam cumprindo suas obrigações de proteger as crianças contra o risco de serem ​alvo de aliciamento.

A Ofcom ⁠afirmou que, após dialogar com as empresas, continuava insatisfeita quanto à questão de saber se elas ⁠estavam oferecendo proteção adequada às crianças britânicas contra o risco de aliciamento.

‘Essas empresas precisam fazer mais para proteger as crianças, ou enfrentarão sérias consequências de acordo com a Lei de Segurança Online’, disse Suzanne Cater, diretora de Fiscalização da Ofcom, no comunicado.

(Reportagem de Muvija M; edição de Paul Sandle e Susan ​Fenton)

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