Vendas no varejo do Brasil avançam 0,6% em fevereiro, mas ficam abaixo do esperado

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Vendas no varejo do Brasil avançam 0,6% em fevereiro, mas ficam abaixo do esperado

As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior e subiram 0,2% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 1,00% na comparação mensal e de avanço de 1,20% sobre um ano antes.

Com esse desempenho, o setor renova o recorde que tinha atingido no mês anterior para a série histórica, que começou no ano 2000.

O índice de média móvel trimestral para o varejo ficou em 0,2% no trimestre encerrado no último mês de fevereiro. O setor vem de outros resultados positivos no fim do ano passado. “Na passagem de dezembro para janeiro o resultado tinha sido de 0,4% e, antes disso, a gente vinha de uma queda. Mas nos últimos seis meses este foi o único resultado negativo, o resultado de dezembro”, destaca Cristiano Santos, gerente da PMC.

Quatro das oito categorias investigadas apresentaram crescimento das vendas em fevereiro: Livros, jornais, revistas e papelaria (2,4%), Combustíveis e lubrificantes (1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,3%). As quedas ficaram por conta de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), Tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e Móveis e eletrodomésticos (-0,1%).

Santos explica que o resultado positivo neste ano foi alavancado pela “volta do protagonismo de atividades que ofertam produtos básicos do comércio, sobretudo atividades de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo que tem um peso grande no indicador geral”.

Na comparação mês a mês, o comércio varejista ampliado apresentou alta geral de 1,0%, com dois resultados positivos por categoria: Veículos e motos, partes e peças (1,6%) e Material de construção (0,5%). Com o volume de fevereiro, o comércio varejista ampliado também atingiu o maior nível da série histórica.

Na comparação entre fevereiro de 2026 e o mesmo mês do ano passado, o comércio varejista cresceu 0,2%.

Cinco das oito atividades pesquisadas sofreram queda nas vendas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-5,3%), Tecidos, vestuário e calçados (-5,0%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1%), Móveis e eletrodomésticos (-1,2%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,2%). Por outro lado, o indicador geral foi puxado por três atividades que apresentaram resultados positivos: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,1%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,5%) e Equipamentos e material para escritório informática e comunicação (0,2%). Portanto, o desempenho positivo destas atividades superou a queda nas vendas das outras cinco atividades do varejo.

Considerando o comércio varejista ampliado, para a mesma comparação, houve variação negativa (-2,2%). As três atividades adicionais registraram queda: Veículos e motos, partes e peças (-7,8%), Material de construção (-8,5%) e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,0%).

(com Reuters e agências de notícias do IBGE)

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